Fazer
da Associação Comercial de Santos uma
ferramenta de desenvolvimento regional e buscar maior
integração dos seus associados, representados
por diferentes câmaras setoriais, é a
plataforma de trabalho da sua nova diretoria, eleita
para a gestão até 2009.
A mais que centenária casa, fundada antes da
República, desde a última gestão,
ampliou o seu leque de serviços com a abertura
de espaços, na sede, para o Sebrae (Serviço
Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas)
e para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social), a fim de orientar as empresas
quanto à linha de financiamento mais conveniente
para sua expansão.
“Santos e a região, estão com
novas oportunidades de negócios; o porto mantém-se
em crescimento e a Bacia de Santos, com os investimentos
da Petrobras, deve atrair empresas, desde o fornecimento
de equipamentos à ampla gama de serviços,
e a Associação vai participar dessa
nova etapa”, antecipa José Moreira da
Silva, reeleito presidente da entidade. A Petrobras
já se associou à ACS.
O peso da idade – 137 anos a se completarem
em dezembro de 2007 – parece ter dado um sopro
renovador na ACS, cuja história está
vinculada de forma profunda à economia cafeeira.
Moreira enumera que nos dois últimos anos a
infra-estrutura da casa passou por modernização,
com a aprovação de um novo estatuto
social e regimento interno. Os antigos departamentos
foram substituídos por câmaras setoriais,
atualmente no total de 16, coincidindo com novas políticas
de decisão interna. “O posicionamento
institucional da casa está mais democratizado,
com atribuição de poder ao Conselho
de Câmaras, que garante decisões colegiadas
e substituiu o conselho deliberativo”, expõe
o presidente da diretoria executiva. As câmaras
setoriais são dirigidas por um coordenador,
um vice-coordenador e um secretário (Ver box).
Pela disposição da nova diretoria, a
ACS quer estar presente nas principais questões
que envolvam a economia da região, nas dimensões
municipal, estadual e federal.
A próxima investida da ACS será na direção
de instalar em suas dependências uma câmara
arbitral a fim de dirimir conflitos de interesses
de diferentes segmentos econômicos, de forma
rápida, evitando a formação de
demandas judiciais. “Será mais um serviço
para nossos associados”, aponta Moreira, atento
à diversidade de parceiros que envolve a entidade.
O comendador Vergueiro, primeiro presidente a ACS,
em 1870, certamente não imaginaria que tanto
a economia cafeeira, que inspirou a criação
da casa, quanto a brasileira, experimentariam as transformações
e ampliações que a história conta.
A diversidade de câmaras setoriais é
a prova, maior ainda, da necessidade de entendimento
entre si. Esse é o terreno da desejada integração,
sinalizada por Moreira e seus companheiros de diretoria.
Os exportadores de café, por exemplo, apontam
o desconforto comercial a que são submetidos
com o repasse de custos dos terminais embarcadores.
Segundo Nilton da Silva Pinto, primeiro tesoureiro
da atual diretoria e coordenador da Câmara Setorial
dos Exportadores de Café, os terminais cobram
armazenagem mesmo quando há atrasos dos navios.
“É uma causa que foge à nossa
competência. Os terminais nos dão sete
dias livres de armazenagem, mas se o café fica
mais um dia, a cobrança retrocede ao primeiro.
Esse custo é de R$ 225,00 por contêiner/período
de 7 dias”, enumera o diretor.
Outra cobrança dos terminais que onera o exportador,
influindo em sua planilha de custos, é a remoção
do contêiner, na base de R$ 175,00 por unidade.
Nilton Silva Pinto completa a lista de desconfortos
com o ônus da pesagem dos contêineres,
no caso, por exigência da alfândega. “Nos
terminais, nos cobram entre R$ 46,00 e R$ 67,00, enquanto
em balanças localizadas fora de seus territórios
pagamos R$ 11,00 por unidade”, aponta. Por esses
motivos foi enviado a todos associados da Câmara
Setorial de Exportadores de Café um questionário
para que cada um aponte suas principais demandas.
Essas ocorrências estimulam a Silva Pinto buscar
um entendimento com os demais setores. “Não
é um problema local e em razão disso,
queremos fazer uma parceria com as demais instituições
do comércio cafeeiro e com o Cecafé
(Conselho dos Exportadores de Café) na busca
de soluções, projeta o exportador.
Com
a reforma dos estatutos da ACS, foi suprimida
a figura do conselho deliberativo. No lugar, foram
criadas câmaras setoriais, dirigidas por
um coordenador que, por sua vez, faz a respectiva
representação no conselho das câmaras.
Estão instaladas até o momento 16
câmaras setoriais que envolvem as principais
atividades econômicas ligadas ao comércio
exterior e à região de Santos. São:
Câmara Setorial das Empresas de Fumigação
e Serviços Fitossanitários; de Armazéns,
Terminais e Contêineres; de Assuntos Aduaneiros
e Portuários; de Bancos; do Comércio
Varejista; das Cooperativas de Café; dos
Corretores de Café; dos Exportadores de
Açúcar; dos Exportadores de Café;
da Navegação; dos Operadores Portuários;
dos Terminais de Granéis Líquidos;
dos Torrefadores de Café; de Transportes;
do Complexo de Soja; dos sem câmara setorial
específica.
A presidência do conselho de câmaras,
colegiado que reúne os coordenadores da
câmaras setoriais, está a cargo de
Reinaldo Ruas, titular da Câmara Setorial
do Complexo-Soja.
Juntamente com José Moreira da Silva, na
diretoria executiva, estão os empresários
João Luiz Zanethi, primeiro vice-presidente;
Virgílio Gonçalves Pina Filho, segundo
vice-presidente; Marcus Vinícius Leque,
primeiro secretário; Flávio Eduardo
Rodrigues, segundo secretário; Nilton da
Silva Pinto, primeiro tesoureiro e Urs Walter
Wegmann, segundo tesoureiro. |
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