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Porto do Rio Consolida Retomada das Exportações de Café
Multiterminais Amplia Estrutura Operacional
Março 2007 - Ano 86 - Nº 821

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Fazer da Associação Comercial de Santos uma ferramenta de desenvolvimento regional e buscar maior integração dos seus associados, representados por diferentes câmaras setoriais, é a plataforma de trabalho da sua nova diretoria, eleita para a gestão até 2009.

A mais que centenária casa, fundada antes da República, desde a última gestão, ampliou o seu leque de serviços com a abertura de espaços, na sede, para o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a fim de orientar as empresas quanto à linha de financiamento mais conveniente para sua expansão.

“Santos e a região, estão com novas oportunidades de negócios; o porto mantém-se em crescimento e a Bacia de Santos, com os investimentos da Petrobras, deve atrair empresas, desde o fornecimento de equipamentos à ampla gama de serviços, e a Associação vai participar dessa nova etapa”, antecipa José Moreira da Silva, reeleito presidente da entidade. A Petrobras já se associou à ACS.

O peso da idade – 137 anos a se completarem em dezembro de 2007 – parece ter dado um sopro renovador na ACS, cuja história está vinculada de forma profunda à economia cafeeira. Moreira enumera que nos dois últimos anos a infra-estrutura da casa passou por modernização, com a aprovação de um novo estatuto social e regimento interno. Os antigos departamentos foram substituídos por câmaras setoriais, atualmente no total de 16, coincidindo com novas políticas de decisão interna. “O posicionamento institucional da casa está mais democratizado, com atribuição de poder ao Conselho de Câmaras, que garante decisões colegiadas e substituiu o conselho deliberativo”, expõe o presidente da diretoria executiva. As câmaras setoriais são dirigidas por um coordenador, um vice-coordenador e um secretário (Ver box). Pela disposição da nova diretoria, a ACS quer estar presente nas principais questões que envolvam a economia da região, nas dimensões municipal, estadual e federal.

A próxima investida da ACS será na direção de instalar em suas dependências uma câmara arbitral a fim de dirimir conflitos de interesses de diferentes segmentos econômicos, de forma rápida, evitando a formação de demandas judiciais. “Será mais um serviço para nossos associados”, aponta Moreira, atento à diversidade de parceiros que envolve a entidade.

O comendador Vergueiro, primeiro presidente a ACS, em 1870, certamente não imaginaria que tanto a economia cafeeira, que inspirou a criação da casa, quanto a brasileira, experimentariam as transformações e ampliações que a história conta. A diversidade de câmaras setoriais é a prova, maior ainda, da necessidade de entendimento entre si. Esse é o terreno da desejada integração, sinalizada por Moreira e seus companheiros de diretoria.

Os exportadores de café, por exemplo, apontam o desconforto comercial a que são submetidos com o repasse de custos dos terminais embarcadores. Segundo Nilton da Silva Pinto, primeiro tesoureiro da atual diretoria e coordenador da Câmara Setorial dos Exportadores de Café, os terminais cobram armazenagem mesmo quando há atrasos dos navios. “É uma causa que foge à nossa competência. Os terminais nos dão sete dias livres de armazenagem, mas se o café fica mais um dia, a cobrança retrocede ao primeiro. Esse custo é de R$ 225,00 por contêiner/período de 7 dias”, enumera o diretor.

Outra cobrança dos terminais que onera o exportador, influindo em sua planilha de custos, é a remoção do contêiner, na base de R$ 175,00 por unidade. Nilton Silva Pinto completa a lista de desconfortos com o ônus da pesagem dos contêineres, no caso, por exigência da alfândega. “Nos terminais, nos cobram entre R$ 46,00 e R$ 67,00, enquanto em balanças localizadas fora de seus territórios pagamos R$ 11,00 por unidade”, aponta. Por esses motivos foi enviado a todos associados da Câmara Setorial de Exportadores de Café um questionário para que cada um aponte suas principais demandas.

Essas ocorrências estimulam a Silva Pinto buscar um entendimento com os demais setores. “Não é um problema local e em razão disso, queremos fazer uma parceria com as demais instituições do comércio cafeeiro e com o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café) na busca de soluções, projeta o exportador.

Com a reforma dos estatutos da ACS, foi suprimida a figura do conselho deliberativo. No lugar, foram criadas câmaras setoriais, dirigidas por um coordenador que, por sua vez, faz a respectiva representação no conselho das câmaras.

Estão instaladas até o momento 16 câmaras setoriais que envolvem as principais atividades econômicas ligadas ao comércio exterior e à região de Santos. São: Câmara Setorial das Empresas de Fumigação e Serviços Fitossanitários; de Armazéns, Terminais e Contêineres; de Assuntos Aduaneiros e Portuários; de Bancos; do Comércio Varejista; das Cooperativas de Café; dos Corretores de Café; dos Exportadores de Açúcar; dos Exportadores de Café; da Navegação; dos Operadores Portuários; dos Terminais de Granéis Líquidos; dos Torrefadores de Café; de Transportes; do Complexo de Soja; dos sem câmara setorial específica.

A presidência do conselho de câmaras, colegiado que reúne os coordenadores da câmaras setoriais, está a cargo de Reinaldo Ruas, titular da Câmara Setorial do Complexo-Soja.
Juntamente com José Moreira da Silva, na diretoria executiva, estão os empresários João Luiz Zanethi, primeiro vice-presidente; Virgílio Gonçalves Pina Filho, segundo vice-presidente; Marcus Vinícius Leque, primeiro secretário; Flávio Eduardo Rodrigues, segundo secretário; Nilton da Silva Pinto, primeiro tesoureiro e Urs Walter Wegmann, segundo tesoureiro.

 

 
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