O
Centro do Comércio de Café
de Vitória em conjunto com o CETCAF promoveu
nos dias 27 e 28 de março o 7º. Simpósio
Estadual do Café e a 4ª. Feira de Insumos
tendo como tema central a Produção e
o Consumo do Café, proporcionando um importante
conjunto de informações e oferecendo
um abrangente cenário das perspectivas do café.
Prestigiaram o evento o Governador do Estado, Paulo
Hartung, o vice-governador, Ricardo Ferraço,
o Secretário Nacional de Produção
e Agroenergia do MAPA, Manoel Bertone, o Secretário
da Agricultura César Colnaghi, dirigentes do
Cecafe, Abic, Abics, exportadores, industriais, além
de um grande número de produtores capixabas
e técnicos da INCAPER.
Sob a coordenação de Dário Martinelli
e Frederico Daher, Presidente e Superintendente do
CETCAF, os trabalhos do Simpósio despertaram
grande interesse e os participantes foram brindados
com um conjunto de excelentes palestras. A qualidade
e homogeneidade das apresentações e
os debates reunindo especialistas de todos os segmentos
colocaram o Encontro como um dos principais eventos
do agronegócio café, transcendendo aos
interesses regionais do Espírito Santo. Manoel
Bertone fez uma ampla exposição sobre
as ações do MAPA, e enfatizou o seu
empenho de promover uma integração cada
vez maior da cadeia do café em torno do CDPC.
Marcelo Netto, Presidente do CCCV, além de
oferecer dados sobre as disponibilidades internas
e safras brasileiras, apresentou uma síntese
objetiva e esclarecedora da forte influência
dos Fundos de Investimento na formação
dos preços do café e da intensa oscilação
de cotações que resulta desse quadro.
Na questão do consumo, grande destaque às
intervenções de Edward Jezzniak, da
Nestlé, e do Presidente da Melitta Brasil,
Bernardo Wolfson, que discorreram sobre Novos Produtos
e Tendências do Consumo, destacando uma visão
otimista sobre as perspectivas de aumento do consumo
mundial. No campo da produção, João
Staudt trouxe informações importantes
sobre o desenvolvimento da produção
em inúmeros países produtores, incentivados
não só pelos altos preços externos
mas também por políticas de paridades
cambiais favoráveis que incrementam ainda mais
a renda dos cafeicultores. Destacou também
que vantagens comparativas que a produção
brasileira mantinha em relação aos outros
países, como o sistema de colheita pela derriça,
hoje tornam-se comuns em países produtores
de cafés despolpados.
As perspectivas de um futuro de aumento da oferta,
interno e externo, no caso do café robusta,
imprimiu com grande ênfase a necessidade de
serem adotadas políticas voltadas para a melhoria
de qualidade do conillon capixaba, através
de maiores investimentos e aperfeiçoamento
das tecnologias de preparo e de secagem.
|