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Há
pouco mais de dez anos, o então Presidente do CCCRJ,
Orlando Correa, deu início a um verdadeiro mutirão
para a revitalização das operações
de café pelo Porto do Rio de Janeiro, até
então concentradas, na sua grande maioria, nos portos
de Santos e Vitória. Todos os segmentos de comércio
exterior no estado foram estimulados a fomentar a retomada
dos embarques pelo Rio, começando pelas autoridades
estaduais, que na ocasião criaram incentivos fiscais
via crédito do ICMS da exportação,
passando pelas Cias. de Navegação, administradores
portuários, despachantes aduaneiros, terminais de
carga, etc.
Quebrando preconceitos naquela época existentes no
mercado contra o porto carioca, passamos a transferir os
embarques da nossa empresa, a Tristão, para o Rio.
Assumindo a Presidência do CCCRJ, em 1993, priorizamos
a continuidade do processo via políticas do CCCRJ,
ao mesmo tempo em que intensificávamos a transferência
dos embarques de nossa empresa para o Rio, contando então
com o indispensável suporte do Carlos Eduardo Portella,
que como nosso agente de despacho sempre trabalhou com afinco
no aprimoramento e racionalização das operações
na busca de maior eficiência a custos competitivos.
As
administrações que se seguiram, capitaneadas
por Guilherme Braga e José Perácio não
deixaram por menos, assumindo a causa com empenho inesgotável
e alcançando o sucesso hoje refletido nos números
expressivos de embarques.
Passados mais de dez anos, me sinto orgulhoso em ter participado
deste processo. Em agosto de 2002, nossa empresa alcançou
volume recorde em um mesmo porto, com embarques de 240.000
sacas pelo Rio de Janeiro. Tal fato tornou-se viável
não só pelo competente trabalho da equipe
da Tristão e de nossos despachantes, Alletrop (Sr.
Carlos Eduardo Portella) e Esperança (Sr. Paulo Guedes)
mas, sobretudo, à competividade e eficácia
logística oferecida pelo porto, fruto do louvável
emprenho dos dirigentes do Centro do Comércio de
Café do Rio de Janeiro.
Entrevista
dada pelo Sr. Sergio Tristão.
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